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Filhos de Sangue e Osso foi filmado na África do Sul e na Espanha, não na África Ocidental, apesar do cenário inspirado na cultura iorubá. As filmagens duraram 74 dias, entre a Cidade do Cabo, o Drakensberg e uma usina de açúcar em Durban. A Paramount lança o filme em 15 de janeiro de 2027, um dia antes no Brasil.

Tomi Adeyemi construiu Orïsha a partir da cosmologia iorubá e da geografia pré-colonial da África Ocidental — os clãs maji, os dez orixás a quem eles respondem, as cidades batizadas com nomes reais como Ilorin e Sokoto. Quando a Paramount foi procurar um lugar para erguer esse reino fisicamente, a produção pousou a quase 5.000 quilômetros de distância, do outro lado do continente. Filhos de Sangue e Osso foi filmado na Cidade do Cabo, nas encostas enevoadas do Drakensberg e dentro de uma usina de açúcar abandonada em Durban — não na Nigéria, e não em nenhum lugar da África Ocidental.

Essa distância entre a origem da história e o lugar onde ela foi construída é, por si só, o dado mais interessante desta produção para quem viaja. A diretora Gina Prince-Bythewood passou 74 dias transformando um trecho de 17 hectares (42 acres) de fazenda sul-africana em um reino de fantasia usando materiais e clima reais, e depois enviou equipes de apoio para duas das regiões mais cênicas — e menos filmadas juntas — do país. O filme estreia mundialmente em 15 de janeiro de 2027, e chega aos cinemas brasileiros um dia antes, em 14 de janeiro. Aqui estão os lugares onde ele foi realmente feito, e como visitá-los antes que a estreia transforme esses destinos em peregrinação.

Cape Town Film Studios: 17 Hectares Construídos Para o Reino de Orïsha

Os Cape Town Film Studios ficam em Faure, a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade, num terreno de 200 hectares que já recebeu Mad Max: Estrada da Fúria, Tomb Raider, Maze Runner: A Cura Mortal e as séries Black Sails e Good Omens desde a inauguração em 2010. Para Filhos de Sangue e Osso, Prince-Bythewood abriu a pré-produção com uma instrução bem específica para sua equipe de design: nada de pôr do sol falso, nada de painéis de LED. A equipe converteu 17 hectares do terreno num set permanente ao ar livre para Orïsha — troncos de eucalipto trazidos do Zimbábue para a estrutura, telhados cobertos com capim-natal amarelo vindo de KwaZulu-Natal, e a construção inteira foi deixada exposta por dez semanas ao “Cape Doctor”, o vento sudeste implacável da região, para que a madeira e a cobertura envelhecessem como um povoado de verdade, e não como um set recém-construído.

A produtora local por trás da logística, a Moonlighting Films, é a parceira de serviços de referência na Cidade do Cabo desde 1997. Uma estatística da filmagem vale a pena destacar: das 465 vagas de equipe de grip e elétrica no filme, 68% foram preenchidas por mulheres sul-africanas negras — uma proporção incomum para uma produção deste porte, e um sinal de quanto o mercado de mão de obra cinematográfica do Cabo evoluiu desde as filmagens de Invictus, em 2009. É o tipo de detalhe que dá uma base humana a uma epopeia de fantasia: uma chefe de equipe começou como segurança naquela produção anterior; um coordenador de construção aprendeu a montar estruturas construindo moradias populares perto de Khayelitsha.

Cape Town Hop-On Hop-Off Tour

A maneira mais fácil de se situar antes de sair em busca de qualquer coisa ligada ao filme: um ônibus hop-on hop-off cobrindo 30 paradas pelo centro da cidade, o V&A Waterfront e Camps Bay, na orla atlântica — o mesmo trecho de litoral que emoldura as cenas externas da produção. Avaliação 4,75/5 com 1.973 reservas.

Cape Town Hop-On Hop-Off Tour A partir de €22 por pessoa · 4.8 (1973 avaliações)

A Orla Atlântica: o Litoral Real da Cidade do Cabo nas Telas

Praia de Oudekraal com a cadeia montanhosa dos Twelve Apostles ao fundo, na orla atlântica da Cidade do Cabo, perto de onde foram gravadas as cenas externas costeiras do filme
Foto de Martijn Vonk no Unsplash

As fontes que descrevem a filmagem usam uma frase recorrente para a segunda locação na Cidade do Cabo: “a orla atlântica batida pela maresia”. Nenhuma matéria nomeia uma praia ou bairro específico, e há um motivo para tomar cuidado antes de inventar um — a produção manteve sua área costeira exata em sigilo. O que é certo é a geografia: o trajeto de Sea Point por Camps Bay, Llandudno e Hout Bay percorre um litoral de falésias de granito, areia branca e um oceano frio e agitado que não precisa de nenhum cenário artificial para parecer de outro mundo. É também, de certos ângulos, um litoral de onde se avista a Robben Island ao largo — um lembrete de que essas águas carregam sua própria história bem antes de qualquer câmera chegar.

Para quem viaja, a orla atlântica recompensa mais o passo lento do que uma lista de checkpoints. O Cabo da Boa Esperança, na ponta sul da península, entrega o arco inteiro desse mesmo litoral num único dia, com direito a pinguins. A Lion’s Head, o pico menor ao lado da Table Mountain, coloca você acima de tudo isso ao nascer ou ao pôr do sol — o mesmo ângulo que aparece, de um jeito ou de outro, em praticamente toda produção que já filmou nesta cidade.

Dia Inteiro no Cabo da Boa Esperança e Península do Cabo, Saindo da Cidade do Cabo

Um dia inteiro pelo mesmo litoral atlântico usado pela produção em suas sequências externas: o passeio cênico até a Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança, a colônia de pinguins de Boulders Beach, e transporte em grupo pequeno com busca no hotel. Avaliação 4,94/5 com 1.237 reservas.

Full-Day Cape Point & Cape Peninsula Tour from Cape Town A partir de €43 por pessoa · 4.9 (1237 avaliações)

Caminhada ao Nascer/Pôr do Sol na Lion's Head

Uma subida guiada pela Lion’s Head, o pico que divide o horizonte com a Table Mountain e aparece em cenas externas de décadas de produções filmadas na Cidade do Cabo. Lanternas de cabeça inclusas para o trecho antes do amanhecer ou depois do anoitecer. Avaliação 4,98/5 com 1.652 reservas.

Lion's Head Sunrise/Sunset Hike A partir de €55 por pessoa · 5.0 (1652 avaliações)

Bo-Kaap: a Verdade Cultural ao Lado do Set

Fileiras de casas pintadas em cores vivas numa rua íngreme do bairro Bo-Kaap, na Cidade do Cabo, aos pés da Signal Hill
Foto de Joshua Kettle no Unsplash

Nenhuma fonte liga o Bo-Kaap diretamente à filmagem, mas o bairro ganha lugar neste roteiro por mérito próprio — e fica aos pés da Signal Hill, a mesma cordilheira que ancora a Lion’s Head e boa parte do horizonte usado no filme. O bairro foi ocupado por famílias cape malay, muitas descendentes de pessoas escravizadas e trazidas ao Cabo por colonizadores holandeses, e suas ruas de paralelepípedo com casas em tons de ocre, verde-água e magenta foram pintadas nos anos seguintes à abolição como uma afirmação visível de identidade. Ali fica a mesquita mais antiga da África do Sul. Percorrê-lo com um guia local — em vez de fotografá-lo da janela de um ônibus de turismo, como a maioria dos visitantes faz — é a diferença entre um cenário de fundo e um lugar com sua própria história ainda não resolvida, o que não é uma má disposição de espírito para levar a um filme sobre um reino de fantasia construído sobre uma herança cultural real.

Bo-Kaap: Cultura e Cor do Bairro

Uma caminhada de uma hora pelo Bo-Kaap com um guia da própria comunidade — história cape malay, a mesquita mais antiga do bairro, e a história por trás das casas pintadas, contada em primeira pessoa, não pela janela de um ônibus. Avaliação 4,93/5 com 179 reservas.

Bo-Kaap: Explore the Culture and Colour A partir de €26 por pessoa · 4.9 (179 avaliações)

Provando o Cabo: Gastronomia Além das Telas

O mundo de Orïsha funciona tanto com comida quanto com magia — refeições comunitárias, barracas de mercado, a textura da vida cotidiana ao redor dos maji e do kosidán. A própria cultura gastronômica da Cidade do Cabo, moldada por influências malaias, holandesas, britânicas e xhosa ao longo de três séculos, dá a quem viaja um caminho de entrada para essa mesma ideia sem precisar da permissão de uma equipe de filmagem para acessá-la. Um tour gastronômico a pé pelo distrito de Bree Street passa por pequenos produtores e barracas de família; uma aula prática de culinária vai além, colocando você diante do fogão em vez de diante do prato, com receitas cujas raízes remontam à mesma linhagem culinária da África Ocidental que inspirou o cenário do romance.

Coma Como um Local: Tour Gastronômico na Cidade do Cabo

Uma caminhada guiada pela cena gastronômica de Bree Street — pequenos produtores, barracas de família, café e chá inclusos, em formato de grupo pequeno pensado para uma degustação sem pressa, não uma corrida de checkpoints. Só com reserva e vagas semanais limitadas; avaliação 4,99/5 com 100 reservas.

Eat Like a Local: Cape Town Food Tour A partir de €143 por pessoa · 5.0 (100 avaliações)

Experiência Culinária Autêntica da África

Uma aula prática de culinária numa sala privativa anexa a um restaurante em funcionamento — você mesmo prepara a refeição, do início ao fim, em formato de grupo pequeno e com uma ligação direta às tradições culinárias da África Ocidental que inspiraram o mundo de Orïsha. Avaliação 4,97/5 com 318 reservas.

Authentic African Cuisine Cooking Experience A partir de €66 por pessoa · 5.0 (318 avaliações)

Stellenbosch, Tubarões e o Céu: os Extremos Selvagens da Cidade do Cabo

Longe da costa e do estúdio, os vinhedos do Cape Winelands ficam a menos de uma hora para o interior — Stellenbosch, Franschhoek e Paarl ocupam a mesma região agrícola que discretamente sustenta o crescimento da região há três séculos, um contraste interessante com o drama salino do lado atlântico. Quarenta e cinco minutos na direção oposta, a False Bay oferece mergulho em gaiola com tubarões-brancos e outras espécies, com guia e equipamento inclusos, para quem viaja e quer que a fama do Cabo como lugar selvagem e imprevisível pareça merecida, não encenada. E para a vista que amarra tudo isso — os dois oceanos, o topo plano da Table Mountain, a península em toda sua extensão — um curto voo de helicóptero saindo do V&A Waterfront entrega, em 25 minutos, a perspectiva que nenhum passeio terrestre alcança.

Tour Exclusivo de Vinhos em Stellenbosch (Privativo, Dia Inteiro)

Um dia inteiro privativo, com motorista, pelas vinícolas de Stellenbosch, Franschhoek e Paarl, com busca nos hotéis da Cidade do Cabo. Degustações e transporte inclusos, no ritmo que você definir. Avaliação 4,97/5 com 466 reservas.

Exclusive Stellenbosch Wine Tour (Private, Full Day) A partir de €176 por pessoa · 5.0 (466 avaliações)

Mergulho em Gaiola com Tubarões na False Bay

Um passeio de meio dia de mergulho em gaiola com tubarões na False Bay, a 45 minutos da cidade, com briefing completo de segurança e equipamento incluso. Os horários de saída são confirmados na noite anterior, conforme o clima. Avaliação 4,99/5 com 301 reservas.

Shark Cage Diving in False Bay A partir de €195 por pessoa · 5.0 (301 avaliações)

Voo de Helicóptero pelos Dois Oceanos na Cidade do Cabo

Um voo de helicóptero de 25 a 30 minutos saindo do heliponto do V&A Waterfront, sobrevoando a Table Mountain, a península e os dois oceanos — a melhor vista aérea possível do litoral usado pela produção. Espumante incluso. Avaliação 4,92/5 com 211 reservas.

Two Oceans Helicopter Tour in Cape Town A partir de €280 por pessoa · 4.9 (211 avaliações)

As Encostas do Drakensberg: Onde as Cenas Externas de Orïsha Ficam Selvagens

A estrada de curvas do Sani Pass subindo pelas encostas do Drakensberg em direção à fronteira com o Lesoto, África do Sul
Foto de Tristan Joubert no Unsplash

O segundo pilar confirmado da filmagem se move para o interior e para cima, no que as fontes descrevem simplesmente como “as encostas enevoadas do Drakensberg”, em KwaZulu-Natal. Nenhum desfiladeiro ou pico específico foi nomeado — esta é a cordilheira mais longa e mais alta da África do Sul, um Patrimônio Mundial da UNESCO que se estende ao longo da fronteira com o Lesoto, e a produção não fixou exatamente qual trecho aparece nas telas. O que não está em dúvida é o caráter do terreno: escarpas basálticas com mais de mil metros de altura, pastagens de touceiras, nuvens que descem baixo o suficiente para engolir uma cordilheira no meio da tarde. Parques como o Royal Natal National Park ancoram o acesso público da cordilheira do lado do turismo — não confirmado como o set exato deste filme, mas representativo da escala e do drama com que a equipe trabalhou.

Ainda não existe um produto de tour dedicado ao Drakensberg, vendido isoladamente nesta região, então o caminho mais direto é a rota que a própria logística do filme provavelmente seguiu: saindo de Durban, pelo interior via N3 e R617 até Underberg, e depois de 4x4 subindo pelas curvas do Sani Pass, que sobe até as encostas antes de cruzar a fronteira com o Lesoto no topo. É, em linhas gerais, a mesma estrada que qualquer produção baseada em KwaZulu-Natal teria usado para chegar a este terreno, e continua sendo a melhor forma de quem viaja se colocar dentro dele.

Bate-Volta de 4x4 ao Sani Pass e Lesoto Saindo de Durban

Uma excursão de 4x4 de dia inteiro saindo de Durban rumo às encostas do Drakensberg, subindo as curvas do Sani Pass e cruzando para o Lesoto no posto de fronteira no topo — a mesma cordilheira onde foram gravadas as sequências externas do filme. Com guia motorista, e parada em Pietermaritzburg no caminho. Passaporte obrigatório. Avaliação 4,77/5 com 124 reservas.

Sani Pass and Lesotho 4x4 Day Trip from Durban A partir de €214 por pessoa · 4.8 (124 avaliações)

Durban: a Cidade por Trás da Sala do Trono do Tirano

Vista aérea do litoral de Durban com as ondas quebrando na orla, KwaZulu-Natal, África do Sul
Foto de Jason Briscoe no Unsplash

A terceira peça do quebra-cabeça é a mais estranha, e a mais específica: uma usina de açúcar abandonada nos arredores de Durban, esvaziada e reconstruída como a sala do trono do Rei Saran, o tirano antagonista do filme. Durban é uma cidade açucareira desde meados do século XIX, com sua indústria erguida sobre mão de obra semi-escrava trazida da Índia sob contrato colonial e endurecida depois pela segregação da era do apartheid — uma história que faz de uma usina abandonada uma escolha carregada de significado para uma história sobre poder e seus custos. Para ser preciso sobre o que não está confirmado aqui: não é a usina Tongaat Hulett, ainda em funcionamento, que processa cerca de 600 mil toneladas de açúcar por ano e não foi o local usado pelo filme. A usina realmente usada não foi divulgada publicamente, e este guia não vai arriscar um palpite. O que se pode afirmar é que ela fica em algum ponto da região metropolitana de Durban, e que a cidade em si — a orla do Golden Mile, o calor do Oceano Índico, o porto em atividade — está totalmente aberta para visitação, independentemente de qual prédio a produção escolheu.

Tour a Pé Culture Shock em Durban

Uma caminhada guiada por Durban com um local, incluindo um trajeto compartilhado de van entre os pontos, uma parada para almoço e uma leitura social e histórica honesta da cidade que cresceu ao redor do seu porto e da sua indústria açucareira — a mesma cidade onde foi encontrada a usina abandonada usada como set. Avaliação 4,96/5 com 139 reservas.

Durban Culture Shock Walking Tour A partir de €60 por pessoa · 5.0 (139 avaliações)

Não é Lagos: Por Que uma História Inspirada na Cultura Iorubá Foi Filmada a 5.000 Quilômetros de Distância

Os próprios documentos da produção, num primeiro momento, apontavam para Lagos. Uma reportagem do setor, de janeiro de 2025, descreveu o início das filmagens principais ali naquele fevereiro, e o verbete da Wikipédia sobre o filme ainda mantém essa afirmação na seção de filmagem. Toda outra fonte que acompanhou a produção enquanto ela acontecia — o relato direto do Nollywood Reporter, o Cape Town Etc, o The Location Guide, o West Africa Weekly — descreve uma produção que nunca pisou na Nigéria, rodando em vez disso pela Cidade do Cabo, KwaZulu-Natal e pelas Ilhas Canárias espanholas ao longo dos 74 dias completos. O plano de Lagos parece ter sido uma opção de estágio inicial, descartada discretamente antes das câmeras ligarem, e este guia segue o peso das evidências: África do Sul e Espanha, não África Ocidental.

Os motivos são financeiros e de infraestrutura, e são documentados, não especulativos. O Incentivo à Produção de Cinema e TV Estrangeiros da África do Sul reembolsa 25% do gasto local qualificado, chegando a 35% em coproduções, com mais 5% disponíveis se ao menos um quinto dos chefes de departamento forem cidadãos sul-africanos negros. A Nigéria não tem um esquema comparável para produções estrangeiras. Os Cape Town Film Studios operam em escala de Hollywood desde 2010; o próprio complexo de estúdios planejado para Lagos, uma “Film City” de US$ 100 milhões, ainda não estava operacional quando esta filmagem aconteceu. O cineasta nigeriano Benneth Nwankwo resumiu a frustração resultante em termos diretos: uma história construída inteiramente sobre a cultura iorubá enviou suas taxas de locação, os salários da equipe e meses de atividade econômica local para a África do Sul e a Espanha, em vez do país cuja mitologia ela tomou emprestada, quando sítios históricos como Ilê-Ifé, Osogbo e Abeokuta poderiam plausivelmente ter representado partes de Orïsha.

Duas outras questões acompanham esse debate, que vale a pena nomear sem julgar. A escalação de Amandla Stenberg, atriz de herança mista, para viver a Princesa Amari — uma personagem que o romance descreve com pele marcadamente escura, numa história em que o colorismo é um tema estrutural — gerou críticas quando foi anunciada, em janeiro de 2025. E em julho de 2026, Tomi Adeyemi se distanciou publicamente do filme já pronto, compartilhando uma mensagem que havia enviado a Stenberg em fevereiro de 2025 pedindo para não ser citada em entrevistas ligadas ao projeto, dizendo que não viu o filme e não vai assisti-lo, e mais tarde descrevendo um incidente “traumatizante” durante as filmagens que nem a Paramount nem a produção detalharam. Ela não compareceu à CinemaCon em abril de 2026. Nada disso muda onde o filme foi rodado. Mas significa que a pergunta sobre a geografia — por que África do Sul, e não Nigéria — chegou ao centro da conversa pública sobre o filme bem antes do seu lançamento, não depois.

Planejando a Viagem: Cidade do Cabo, Drakensberg e Durban num Só Roteiro

Voo saindo do Brasil LATAM e South African Airways operam voo direto entre São Paulo (GRU) e Joanesburgo (JNB), cerca de 8h39 de duração — de lá, conexão doméstica para a Cidade do Cabo ou Durban.
Aeroportos de entrada principais Cape Town International (CPT) e King Shaka International (DUR), cerca de 35 km ao norte de Durban.
Cidade do Cabo a Durban Cerca de 1.600 km, menos de 2 horas em voo doméstico direto; de 22h30 a 25 horas dirigindo pela rota direta (1.850–1.930 km).
Chegando ao Drakensberg De Durban pela N3 e R617 até Underberg (2h30–3h), depois transfer de 4x4 pelas curvas do Sani Pass (1h30–2h).
Drakensberg a Durban Cerca de 200 km, aproximadamente 2h30 por estrada — o trecho mais curto do circuito das três regiões.
Moeda Rand sul-africano (ZAR). Em setembro de 2026, 1 real brasileiro compra cerca de 3,1 ZAR (aproximadamente R$0,32 por rand).
Melhor época Setembro a novembro (primavera): clima ameno nas três regiões. Dezembro a fevereiro é a alta temporada, cheia e quente, na Cidade do Cabo; junho a agosto traz chuva e frio ao Drakensberg.
Malária Sem risco na Cidade do Cabo, no Drakensberg ou no centro de Durban. As zonas de risco real ficam mais ao norte, na costa de Maputaland, em KwaZulu-Natal.
Nível de segurança O Itamaraty recomenda viajar com alto grau de cautela. O State Department dos EUA classifica o país no Nível 2 ("Exercise Increased Caution"), o mesmo patamar de França, Itália e Alemanha.
Orçamento diário Aprox. R$230–305/dia estilo mochileiro (US$45–60); R$610–815/dia categoria intermediária (US$120–160), ao câmbio de setembro de 2026 (~R$5,10 por dólar).
Fronteira do Sani Pass É preciso passaporte mesmo num bate-volta de 4x4 no mesmo dia — o passo cruza para o Lesoto no seu ponto mais alto.
  • Confirme visto e requisitos de entrada na África do Sul com a Embaixada da África do Sul em Brasília ou o Itamaraty antes de comprar as passagens — viajantes vindos de algumas regiões do Brasil podem precisar apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela (CIVP).
  • Reserve com antecedência qualquer conexão saindo do Brasil: o voo direto GRU-Joanesburgo tem frequência limitada, e a conexão doméstica até a Cidade do Cabo ou Durban precisa encaixar no horário de chegada.
  • Leve roupa para dois climas numa mesma viagem: o vento atlântico do litoral e o ar mais frio e instável das encostas do Drakensberg.
  • Carregue o passaporte no bate-volta do Sani Pass, mesmo que ele comece e termine no mesmo dia dentro da África do Sul.
  • Fique com operadoras bem avaliadas e rotas conhecidas depois que escurecer, principalmente nos centros urbanos — recomendação padrão para as zonas turísticas da África do Sul, que continuam bem estruturadas e muito visitadas.
Visite antes da estreia de janeiro de 2027

Filhos de Sangue e Osso estreia mundialmente em 15 de janeiro de 2027, chegando aos cinemas brasileiros um dia antes, em 14 de janeiro. Uma busca por tours dedicados às locações de filmagem ainda não retorna quase nada — este é um terreno genuinamente inicial, diferente das indústrias de turismo já consolidadas há anos em torno de locações de Senhor dos Anéis ou Harry Potter. A Cidade do Cabo, o Drakensberg e Durban estão totalmente abertos e bem servidos por infraestrutura turística agora, antes de qualquer atenção que a estreia venha a trazer.

Info prática

FAQ

Filhos de Sangue e Osso foi filmado na Nigéria?

Não. Apesar de um plano inicial prever o começo das filmagens em Lagos, a produção se mudou inteiramente para a Cidade do Cabo e KwaZulu-Natal, na África do Sul, além das Ilhas Canárias, na Espanha. O cineasta nigeriano Benneth Nwankwo criticou publicamente a decisão, argumentando que uma história enraizada na cultura iorubá deveria ter levado seu orçamento de produção e as vagas de trabalho da equipe para a Nigéria.

Quando estreia Filhos de Sangue e Osso?

A Paramount lança o filme mundialmente em 15 de janeiro de 2027, nos cinemas, IMAX e Dolby Cinema, data alinhada ao feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos. No Brasil, a estreia é um dia antes, em 14 de janeiro de 2027 — a mesma antecipação concedida à Alemanha, onde o filme chega sob o título local Children of Blood and Bone – Goldener Zorn.

Dá para visitar de fato as locações de filmagem de Filhos de Sangue e Osso?

Não os sets de filmagem em si. Os Cape Town Film Studios são uma instalação de produção privada, sem tours públicos confirmados para este filme, e o local exato da usina de Durban usada como cenário não foi divulgado. O que dá para visitar livremente são as próprias regiões: a orla atlântica da Cidade do Cabo, as encostas do Drakensberg e Durban são destinos estabelecidos, bem estruturados e abertos a viajantes o ano todo.

Quanto tempo durou a filmagem, e onde exatamente?

As filmagens principais duraram 74 dias, de fevereiro a início de junho de 2025, no que a diretora Gina Prince-Bythewood descreveu como dois países e duas ilhas. A área confirmada cobre a Cidade do Cabo e KwaZulu-Natal (Durban e o Drakensberg), na África do Sul, além das Ilhas Canárias, na Espanha — La Palma está confirmada, mas uma segunda ilha não foi identificada em nenhuma fonte.

Dá para visitar a Cidade do Cabo, o Drakensberg e Durban numa única viagem?

Sim, mas reserve pelo menos uma semana. A Cidade do Cabo e Durban ficam a cerca de 1.600 km de distância por estrada, ou menos de duas horas em voo doméstico direto. Dirigir pela rota direta entre as duas cidades leva de 22h30 a 25 horas, dependendo do caminho escolhido. A ligação mais fácil é entre o Drakensberg e Durban — cerca de 200 km e 2h30.

Existe risco de malária nessas locações?

Não, nem na Cidade do Cabo, nem no Drakensberg, nem no centro de Durban. O risco real de malária na África do Sul está mais ao norte, na costa de Maputaland, em KwaZulu-Natal (Kosi Bay, Sodwana Bay, St Lucia), e em partes de Limpopo e Mpumalanga — bem fora das três regiões usadas por esta produção.

Por que uma história inspirada na cultura iorubá não foi filmada na Nigéria?

As razões do lado da produção são bem documentadas: a África do Sul oferece um reembolso de 25% a 35% sobre o gasto local qualificado, décadas de infraestrutura de estúdios na Cape Town Film Studios e uma equipe técnica madura. A Nigéria atualmente não tem um esquema de incentivo equivalente para produções estrangeiras, uma lacuna que cineastas nigerianos e veículos como Variety e Guardian Nigeria têm apontado repetidamente.

Fontes

  1. Children of Blood and Bone | Official Website — Paramount Pictures
  2. "Children of Blood and Bone" Wraps 74-Day Shoot Across Spain and South Africa — The Nollywood Reporter
  3. SA and Hollywood co-production, Children of Blood and Bone set for a 2027 release — Cape Town Etc
  4. Children of Blood and Bone heads to the big screen with South Africa-led production — The Location Guide
  5. Children Of Blood And Bone Concludes 74-Day Filming Spree Across South Africa And Spain — West Africa Weekly
  6. Children of Blood and Bone: Nwankwo Laments Outsourced Location — InfoEast.ng
  7. A Timeline of the Children of Blood and Bone Controversy — Refinery29
  8. 'Children Of Blood And Bone' Trailer: Viola Davis Coaches Thuso Mbedu — Deadline
  9. South African Film and Television Production Incentive — the dtic (South African government)
  10. South Africa Malaria Risk Areas — SA-Venues
  11. Filhos de Sangue e Osso ganha primeiro trailer oficial e estreia em 14 de janeiro de 2027 no Brasil — Terra
  12. Viagens à África do Sul — recomendações de segurança para brasileiros — Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty)
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